Sábado, 19 de Maio de 2012

Bernardo Sassetti (1970 - 2012)

 

 

 

Ao sétimo dia

 

Nunca gostei de dar o escrito por não escrito.

 

E se, desta vez, senti dever fazê-lo  — estimulado e bem acompanhado por quem, há mais tempo do que eu, interrompeu a escrita e conhece bem o incómodo dos silêncios —  é porque há sempre excepções às regras.

 

Além do mais, sendo a regra que me auto impus relativamente recente, entendi que ela poderia e deveria ser quebrada.  Porque desapareceu, de forma tão repentina quanto desastrada, um tipo caloroso e pleno de talento cujo trajecto tive a sorte de ir acompanhando de perto desde que, quase ainda em calções, ele se chegava ao piano da casa dos primos para tentar perceber como as coisas funcionavam.

 

Ao Bernardo só não se aplica em rigor a frase de circunstância  «ainda tinha muito para dar»  porque já nos dera tanto que parecia indecente pedir-lhe mais.  Embora se percebesse que, nas curvas intrincadas e contraditórias do caminho criativo, o ser sensível e de olhos espertos que buscava ir sempre mais além, encontraria, a todo o momento, como nos surpreender e reconfortar.

 

Inventor instantâneo e compositor reflectido, Sassetti continuará, nos seus discos, nas suas bandas sonoras e ainda na memória do seu riso e cuidado espírito de humor, a estar presente entre nós, a dar-nos conta dos passos justos e certos que, muito para além do nosso entendimento, sempre acabam por dar os criadores singulares.

 

(Lisboa, 18 Maio 2012)

________________________________________

 

As várias faces de Sassetti (*)

 

Uma expressão de ordem valorativa que costumamos invocar no campo das relações humanas ao pretendermos salientar, pela positiva, o carácter deste ou daquele protagonista ou interlocutor, é a de que estamos perante um  «homem de uma só cara».  Não deixa por isso de ser curioso que o mesmo já se não passe quando hoje falamos de música e, no caso concreto, de jazz.  O que, bem vistas as coisas, não encerra nada de negativo.

 

Entendamo-nos.  Durante muitos anos, os amadores de jazz habituaram-se a formar os seus gostos musicais e a fazer as suas opções  – por exemplo:  a compra de um disco, a ida a um concerto –  com inteira segurança, pelo conhecimento antecipado que haviam interiorizado, em termos de identificação, a propósito da filiação estilística de tal ou tal músico.

 

De facto, num período relativamente amplo da história do jazz, os campos estavam bem mais delimitados, sabia-se com o que se podia contar, os mais importantes e decisivos criadores  (e seguidores)  das principais correntes jazzísticas que constituem o corpo central do jazz  – nascidas, grosso modo, nas primeiras seis décadas do século passado –  estavam, muitos deles, ainda activos e eram, no fundo, contemporâneos dessa impetuosa e rápida evolução de um domínio musical cuja criação lhes pertencia.  Exactamente na mesma medida em que essas várias correntes estavam vivas e coexistiam lado a lado, tornando riquíssima e diversificada a cena do jazz de então.

 

No caso específico do jazz, música em parte substancial improvisada, cujo principal suporte e possibilidade de preservação era o disco  (e não a partitura)  e cuja modalidade mais genuína de fruição era a audição ao vivo ou discográfica dos músicos, era assim natural que os seus amadores, consoante os gostos e tendências, optassem por assistir em clube a um concerto cujo repertório era a natural expressão do omnipresente hard bop, preferissem comprar um disco que reflectisse as convulsões do free jazz ou decidissem ir a um grande recinto vibrar com as electrónicas da fusão ou com as batidas binárias do jazz-rock.

 

Com a chegada dos anos 80 do século passado – e com os naturais desenvolvimentos ocorridos nas duas décadas seguintes – algo de essencial aconteceu para a perenidade do jazz enquanto linguagem musical viva, ainda e sempre capaz de se revigorar.

 

Desaparecidos, pela ordem natural da vida, os grandes génios desta música, os jovens músicos de jazz distribuíram-se naturalmente por dois grandes campos:  o daqueles que entendiam dever preservar, de forma intacta ou quase imutável, o legado até aí deixado pelas personalidades de referência, continuando a reproduzir na sua actividade musical as sucessivas linhas estéticas essenciais da música que admiravam;  e o daqueles que, não renegando o passado e as mudanças qualitativas entretanto verificadas  (correspondentes a outras tantas tradições),  entendiam que era porventura mais interessante e criativo procurar outros caminhos de síntese e reavaliação dessas tradições que apontassem à criação de um futuro consistente e plural.

 

Nasciam assim, do mesmo passo e de forma quase imperceptível, não só um jazz novo como também um músico de jazz de novo tipo:  aquele que, senhor de uma forte cultura jazzística, formada através da audição da obra gravada dos grandes mestres, do estudo teórico e da própria prática académica  (ou na situação de actuação ao vivo) da música destes, decide seguir um caminho próprio, ainda por cima cada vez mais aberto  (como sempre o jazz foi, logo desde a sua génese)  às mais variadas influências exógenas.

 

Não admira, portanto, que hoje coabitem nas expressões conceptuais dos mais criativos músicos actuais, vários caminhos estéticos (por vezes, radicalmente opostos) ou escolhas muito diversas de formações instrumentais, capazes de dar corpo a opções que reforcem  (ou conjuguem)  quer a vertente da composição quer a vertente da improvisação, seja esta sujeita a mote e tendente a um mais amplo e imediato reconhecimento ou inteiramente livre e mais propensa à aventura do desconhecido.

 

É portanto natural que, nos nossos dias, ao contrário do que atrás foi sublinhado, sejam precisamente a «insegurança», a imprevisibilidade e a não-familiaridade a marcarem a fruição musical de um concerto ou de um disco de jazz.  Assim reforçando o desafio à nossa disponibilidade auditiva no sentido de procurarmos descobrir a dialéctica estabelecida entre o que nos parece reconhecível e o que nos é ainda estranho, num esforço de identificação também de novo tipo:  menos passivo, mais exigente e incomparavelmente mais estimulante do que a mera e contínua referência ao que permanece guardado nas gavetas da nossa memória, por mais exaltante que esta seja.

 

Indo ao que interessa e aqui me traz, julgo poder afirmar que, em termos caseiros e também internacionais, o pianista e compositor Bernardo Sassetti se enquadra perfeitamente naquilo que aqui procurei definir como músico de jazz de novo tipo:  daí o título, como se vê nada pejorativo, que encima este texto.

 

É certo que, em rigor, Sassetti nos habituou a um certo continuum de familiaridade no seu percurso criativo, como líder de enorme firmeza e personalidade musical, como solista inventivo entre os demais, como compositor de grande sensibilidade e, ainda, como sideman de poderosa intervenção e cumplicidade cooperativa.

 

Mesmo assim, apesar dos traços reconhecíveis que aqui e ali sempre assomam na música que nos propõe, é a sua criatividade multifacetada que cada vez mais se reforça, não se remetendo o talentoso músico à contínua e eterna reiteração das opções pianísticas e de repertório com que, há vinte anos, brilhantemente irrompeu pela cena jazzística portuguesa.

 

Não pretendendo desenvolver aqui o traçado de uma carreira fulgurante  (inserto noutro local desta folha de sala),  julgo que se pode situar em inícios da década de 2000  – ou seja, meia dúzia de anos passados sobre a edição de Mundos (EmArcy, 1997) –  a grande viragem nas apostas estéticas de Bernardo Sassetti a caminho da plena maturidade e hoje estendidas, para além do jazz, aos domínios da música para cinema e multimédia.

 

Com efeito, a publicação de Nocturno (Clean Feed, 2002), com a mesma formação em trio do concerto de hoje, seguida dois anos mais tarde pela gravação em solo absoluto de Indigo (Clean Feed, 2004) e pouco depois reforçada (no que ao mesmo trio se refere) em certas peças de Ascent (Clean Feed, 2005), iriam contribuir para a revelação de uma nova identidade de compositor e, sobretudo, de uma atitude de não seguidismo em relação ao que de mais trivial se costuma fazer com os standards ou com composições provenientes de outros mundos culturais que sempre tanto atraíram Sassetti:  as músicas latinas, populares ou eruditas.

 

Acentuando e tornando mais movimentada a componente harmónica e a polivalência rítmica das suas peças  – e assim dando maior riqueza e diversidade às melodias temáticas que delas brotam –  Bernardo Sassetti é hoje um compositor e um improvisador de muito maior fôlego, capaz de optar pela via do desenvolvimento em constante progresso  (mais do que da simples variação sobre estruturas rígidas)  e de reforçar, como uma componente importante da sua música, o uso e a valorização do silêncio.  Ainda no plano da invenção, é hoje muito mais sensível e enérgica, no pianista, a distinção entre os momentos de introspecção racional e de extroversão emotiva.

 

Para tal conta Sassetti, ainda e sempre, nesta certamente fascinante retrospectiva por 10 anos de existência, com a activa e criativa interacção de Carlos Barretto  (contrabaixo)  e Alexandre Frazão  (bateria),  os notáveis companheiros de um trio que hoje comemora um redondo aniversário.  Barretto é, sem margem para dúvidas, o nosso contrabaixista de referência neste domínio musical, senhor de um som poderoso, de uma afinação rigorosa e de um tempo metronómico implícito ou explícito, preenchendo os espaços e os silêncios com invejável maestria.  Quanto a Frazão, mais do que um baterista, é perante um verdadeiro percussionista que estamos:  único na afinação mecânica do instrumento, dando transparência e brilho ao som das peles e dos címbalos, polivalente nas métricas regulares e irregulares, bem como subtil ou explosivo na criação colectiva das dinâmicas.

 

Enfim, um trio que se ouve a si próprio de olhos fechados. Que é a melhor maneira de fazer música.

 

Manuel Jorge Veloso

__________________________________

 

(*)  Texto para a Folha de Sala do concerto comemorativo do 10º. Aniversário do Trio de Bernardo Sassetti  (Culturgest, 29.09.07)

 


 


 

 

Olá Bernardo!

 

Quando somos fuzilados por um 11 de Maio como o que nos atingiu, não há palavras novas.

 

Tive a sorte de, por razões pessoais e profissionais, ter estado muitas vezes no lugar certo à hora certa no que respeita à tua carreira.  E, fortuna ainda maior, o privilégio da oportunidade de poder dar público testemunho dos sucessivos e vertiginosos passos com que a construíste.

 

Daí que qualquer texto que me pudesse nascer hoje soar-me-ia sempre a pouco.  O que  (me)  importava dizer foi dito no momento em que as coisas foram acontecendo. E ao reler arquivos antigos, que julgava perdidos, encontrei um texto, cuja génese e teor talvez não tenhas esquecido e que, agora, me permito  (porque sei que não te importas)  partilhar com um amigo comum, dos jazzes e não só, o Manuel Jorge Veloso que, também ele, entendeu  (achas que devemos e podemos desculpá-lo?) encerrar o seu longo currículo de agente activo  (músico, divulgador, crítico, whatever…)  do nosso mundo de afectos.

 

Aquele abraço e até já

 

AC

 

(Lisboa, 18 Maio 2012)

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Caríssimo Manuel

 

Como combinado, junto o texto para o teu O Sítio do Jazz.

 

Trata-se de um texto cuja divulgação terá sido quase «clandestina».  Em data que não consigo precisar  – mas seguramente entre Dezembro de 1997 e Maio de 1998 – recebi um inesperado telefonema de uma empresa, ao tempo responsável pela produção da revista da Ordem dos Engenheiros e da organização do jantar/festa com que a mesma Ordem celebrava a entrega dos prémios que atribuía anualmente, presumo  (sem certeza)  que ao melhor aluno do curso de engenharia.

 

Nesse ano, tinham convidado o Bernardo Sassetti para um concerto a solo, facto que desejavam assinalar com um pequeno texto.  E queriam  – por indicação do próprio Bernardo, segundo então me disseram –  convidar-me para a tarefa.  Aceitei, claro.  E o resultado aqui está.

 

Mais uma vez obrigado pela hospitalidade.

 

Um abraço

 

AC

 

(Lisboa, 18 Maio 2012)

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A primeira notícia chegou de repente (*)

 

A primeira notícia chegou de repente, em dia esquecido de ano já longínquo no calendário da década de oitenta:  «Há um rapaz de 16 ou 17 anos, primo dos Moreiras, que toca piano como nunca por cá se ouviu».  Fixei-lhe o nome, Bernardo Sassetti, e fiquei-lhe à espera das notas.

 

O que aconteceu, se a memória é certa, noutra noite anónima na cave do Hot Clube, com o Moreiras Jazztet em palco.  Ao piano, lá estava o adolescente da notícia, a cara de miúdo envergonhada do público, as mãos concentradas na música e o corpo a bailá-la.  O choque foi forte, mais espanto que surpresa, o ouvido desprevenido para a sucessão de passados que passavam no piano, Wynton Kelly e Red Garland, Bill Evans e Bud Powell, Thelonious Monk, Bobby Timmons e Horace Silver, mas também Herbie Hancock e McCoy Tyner, histórias da história do bebop a desfiarem-se na Praça da Alegria.

 

Sossegado o desassossego, o que ficou foi a certeza de que a nossa história doméstica do jazz dificilmente deixaria de passar por ali.  Quem respira a intuição jazzística que transpirava do piano de Sassetti está condenado a ser um caso sério. E foi.  E é.

 

Mais depressa do que leva a escrever, o futuro entrou-lhe pelo presente como um furacão.  Pouco tempo andado, já tocava lá fora, onde tudo acontece melhor e mais do que cá dentro, primeiro em gigs acidentais às ordens de gente com passaporte autenticado pela fama, logo a seguir como um dos pianistas europeus de Art Farmer, a quem ainda hoje agradece o muito que lhe deve, «foi o músico que mais me ensinou».

 

A internacionalização chegou pela mãos de Zé Eduardo, o primeiro jazzman português que fez do exílio mais do que uma sobrevivência.  Aconteceu em Barcelona, ponto de partida para trabalhos que se alargaram de Espanha à Grã-Bretanha, cuja Londres acabaria por tornar-se a nova casa de um Sassetti de casa às costas, que passou a gastar mais tempo a regressar a Lisboa do que a vivê-la.

 

Em Julho de 1993, no Ronnie Scott’s, clube londrino que pertence à história do jazz, ouvi-o na sua estreia como líder, o primeiro português a fazê-lo naquele palco e que (também)  por isso foi notícia no PÚBLICO.  Boa, que assim o mandou o amor à verdade.

 

Mas antes, já muitas bics, azerts e pcs tinha eu escrito à volta do seu piano.  Lembro, com prazer, a grande aventura que foi, um ano antes, a sua chamada em cima da hora para substituir, num concerto na Póvoa de Varzim, o pianista de Paquito d' Rivera e revejo a sua humildade assustada, «estava eu muito bem a dormir, quando me telefonaram a perguntar se eu queria tocar com o Paquito;  fiquei de rastos!»  Mas levantou-se.  E de que maneira!  Um par de horas de ensaio, à boca de entrar em palco, bastaram para fazer de Sassetti um nome querido de Paquito d' Rivera.  Tanto que, poucos meses corridos, aí estava o clarinetista e líder-herdeiro da United Nations Orchestra a mandar-lhe um bilhete de avião para Cannes, para fazer o piano num concerto da United de homenagem a Dizzy Gillespie, pai fundador da banda.

 

Mas no coração das memórias também há um depois do Ronnie Scott’s, a começar nas noites do Guimarães Jazz  – da festa da alegria e inteligência musicais que foi a sua passagem pela última edição, em Novembro passado, aos anos mais antigos de Sassetti & Conrad Herwig, Sassetti & Cindy Blackman, dois testemunhos exemplares da arte do acompanhamento, a lembrar o que não se deve esquecer:  que um diálogo não é uma soma de monólogos –  e a acabar nesse terço de sonhos e suites que foram Ecos de África, o primeiro esboço das aventuras transcontinentais que lhe têm guiado os passos mais recentes, Sons do Brasil e Mundos.

 

Porque Bernardo Sassetti não é homem de uma geografia só  –  marinheiro em vez de cavador, mar e vento em lugar de terra e pedra.  E por isso o seu piano se move pelo mundo para habitá-lo melhor, em sucessivas jornadas iluminadas por raízes culturais que têm tudo a ver com as rotas por onde se foi espalhando a alma portuguesa.

 

Chegado a este ponto, não custa acertar as contas.  Em Bernardo Sassetti mora um grande jazzman, que não é justo reduzir às fronteiras nacionais.  Razão, toda, tem Zé Eduardo quando lhe chama «o nosso Eusébio».

 

Conhecê-lo é inaugurar uma nova amizade com um piano que vive de coração aberto, é decorar-lhe o lirismo sensual das baladas  (no reportório de Bernardo Sassetti há sempre uma nova balada antiga),  partilhar a sua alegria de tocar, aplaudir-lhe o sentido da oportunidade do inesperado, Monk escondido nos intervalos do piano.  É saudar-lhe a elegância do gesto no desnudar das harmonias e a inteligência no modo da domesticação dos tempos, é aceitar-lhe os desafios do suor e das cores ibéricas, da Península até ao Caribe, gostar-lhe o gosto das áfricas emigradas para o outro lado do mar, dos brasis dentro do Brasil e das américas que fazem a América, do Norte ao Sul.

 

Olho para trás e acabo a repetir-me: é muito bom ter Bernardo Sassetti por perto, vê-lo crescer, mesmo sabendo que a única maneira de o ter por perto e de o ver crescer é tê-lo cada vez mais longe. (**)

 

Tantos anos passados, sempre que o oiço, e venho-o ouvindo desde sempre, sinto sintomas do seu amadurecimento, pequenos segredos do povo do jazz, onde a verdadeira sabedoria não é a que evita o erro, mas a que ensina o modo de fazer de cada erro uma nota certa.  E Bernardo está cada vez mais sábio.  Até fora da música. Quando lhe perguntam se o mundo o vai engolir, roubando-o aos amigos da sua terra, responde sempre com o mesmo não  – «eu sou um latino do Bairro Alto. Não se esqueçam disso».

 

António Curvelo

___________________________________

 

Em tempo (*) – ignoro (ou não me lembro…) se o texto saiu “ ipsis verbis”, mas esta é a versão original que guardo no meu computador.

 

(**) – citação da parte final da minha crítica ao disco “Salsetti”, publicada no PÚBLICO (Suplemento Zoom)  de  31 de Março de 1995, como caixa da entrevista que, na mesma data, o Bernardo me deu.




Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 12:32
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